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Faz quase dez anos que deixei de usar relógio de pulso por questões filosóficas – quis me livrar daquelas amarras do tempo. E constatei que sempre que você precisa saber as horas encontrará um relógio à disposição. Essa ideia ganha ainda mais força se você estiver em Genebra, na Suíça. A obsessão por relógios está nas ruas, nos restaurantes (o La Cité du Temps oferece exposição da história do Swatch) e nos museus (o Patek Philippe, um dos maiores da cidade, é totalmente dedicado ao tema). E não é qualquer relógio – tampouco qualquer hora. Ali, o tempo tem precisão e grife. Relógios podem ser joias, mas também obras de arte. Por justamente o tempo ser um dos maiores bens de nossa época, não tive paciência ou talvez não consegui atribuir aos relógios esse valor. Mas achei muito charmoso – e de identidade própria – os relógios saírem dos punhos para ganhar as ruas da cidade.
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