Se cada cômodo pudesse ser decorado com uma obra de arte, estas seriam as imagens ideais! Na cozinha, Matisse:
No banheiro, Bonnard:
No quarto, Klimt:
![10-express_klimt_kiss[1] 10-express_klimt_kiss[1]](http://asviajantes.files.wordpress.com/2009/10/10-express_klimt_kiss1.jpg?w=500&h=507)
Na sala, Monet:
![30045532[1] 30045532[1]](http://asviajantes.files.wordpress.com/2009/10/300455321.jpg?w=500&h=235)
E no escritório, “Operários”, de Tarsila do Amaral:
![tarsila_operarios_640[1] tarsila_operarios_640[1]](http://asviajantes.files.wordpress.com/2009/10/tarsila_operarios_6401.jpg?w=500&h=352)
P.s.: adoro a cabecinha do Mário de Andrade!
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Ele tem dois pontos negativos – está do lado da marginal Pinheiros e se chama Parque do Povo – e dois positivos – tem aparelhos de ginástica para terceira idade que são uma verdadeira viagem e um jardim que é uma horta de temperos mais louco ainda. Tem de tudo – sálvia, manjericão, alecrim, hortelã etc. Falta legenda, mas não o aviso: é proibido “roubar”. Um homem de bicicleta não se intimida e pega um chumaço de erva cidreira. Devia estar com dor de barriga. Saiu correndo. Se vê mais pais com crianças explicando o que é o que do que mães. Parece que cozinha virou mesmo assunto masculino. E filhos também. Encontrar uma sombra para sentar é um dos maiores desafios do Parque do Povo. O gramado lembra os antigos campos de futebol do local - é extenso, árido. A grama é escassa e pinica. Talvez o Parque do Povo seja como o Villa-Lobos: o parque do futuro. Estará bom quando tiver a idade do Ibirapuera.
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![foto2[1] foto2[1]](http://asviajantes.files.wordpress.com/2009/05/foto21.jpg?w=460&h=409)
O Museu da Língua Portuguesa é, sem dúvida, um dos lugares mais legais de São Paulo. Passei momentos curiosos ali dentro. O primeiro foi encontrar uma vírgula entre o sujeito e o predicado numa citação, não me lembro se era de Diderot ou Corneille, na exposição “França no Brasil”. O segundo foi quando, de frente para uma tela de TV com várias bocas dizendo palavras em francês, uma na minha direção disse “cellulite”. Encarei como um “sinal” e dei o fora dali. Uma coisa boa que aprendi foi que Caetano Veloso roubou uma frase do livro de Sartre para colocar na canção “Alegria, Alegria”. Outro momento divertido foi quando disputei com crianças da terceira série espaço para formar uma palavra digital no “brinquedo” que aparece na foto. E a palavra escolhida pela máquina foi “gentileza”. Apesar de alguns micos e de muito frio, provocado pelo ar-condicionado, tenho que admitir que adoro instalações multimídia e museus interativos.
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No Jockey Club de São Paulo, a força das ondas é substituída pela energia dos cavalos, a cadeia de montanhas, pelo conglomerado de prédios e os poetas, pelos viciados em jogo. Em vez de barquinhos, helicópteros cortam a imensidão azul. E a tardinha cai.
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O hotel cafona chama mais a atenção do que o muro. Mesmo assim me comovo ao ver o muro de Berlim. Essa é a primeira visão (ou a última) de quem tem a curiosidade de conhecer o que sobrou desse emblemático pedaço de pedra. A loja de suvenir vende uma garrafinha com lascas da parede. Custa 10 euros. Uma foto tenta provar que as lascas são legítimas. Que ironia do destino. A morte do comunismo ajuda a alimentar o capitalismo. Voltei a ter 15 anos quando me emocionei com a queda do muro. As coisas têm o valor que damos a elas.
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Estou. Depois que um vírus maluco entrou no meu computador (e na minha vida), mudei o enfoque deste post. A praia tem esse nome – Azeda – por causa das águas cor de limão. Mas eu adicionaria uma outra razão: o poder de transformar qualquer pessoa azeda na mais doce criatura. Os cardumes de peixe-zebra, o sol quente, a água gelada, a maré avassaladora. A necessidade de mudar de lugar. É muito bom ver o tempo não passar na Azeda, principalmente na Azedinha, a praia ao lado, menor e mais entocada. A mais bonita de Búzios. Agora entendo Brigitte Bardot. Saí de lá a mais doce das criaturas.
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Parece piada ou a revolta dos xaxins, mas não é. Essa é a roupa “camuflada” que os franco-atiradores iranianos usam durante um combate. Eles vestiram o traje para o desfile militar anual, em Teerã. Nem o jornal The Guardian levou os caras a sério. Disse que pareciam o Chewbaca de Guerra nas Estrelas.
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Minha amiga Cátia acha que ele é a cara do Rodrigo, um amigo dela do Rio. Eu acho que já trabalhei com esse cara em São Paulo. Mas essa fisionomia esquisita e, para tanta gente, familiar é do pintor austríaco Egon Schiele. Seu auto-retrato está espalhado pelas ruas de Viena. Foi escolhido para o cartaz de divulgação do museu Leopold, um dos maiores do país. A coleção desse artista expressionista que ganhou fama de pintar menores de idade nuas impressiona. O que mais gostei foi do “Abraço”.

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Fora da piscina, a temperatura é de zero grau. Dentro, os termômetros indicam 38. Numa bela e ensolarada tarde de sábado no inverno de Budapeste, o programa é ficar de molho numa terma. Depois de se encorajar a sair debaixo da toalha, que, diga-se de passagem, na verdade é um lençol que eles alugam por 300 forints, o frio se torna uma idéia passageira ao mergulhar naquela banheira gigante de águas medicinais. Você não se importa com a frieira alheia nem com a possibilidade de algum xixi ali, afinal, aquela água fervente que sai da terra deve ter propriedades mágicas! O piscinão de Buda é silencioso. Ninguém fala alto. Estão todos anestesiados, envoltos em brumas que fazem tudo parecer sonho. Na parte interna do Széchenyi Furdo, há mais meia dúzia de piscinas. Uma mais louca que a outra. O que varia principalmente são a temperatura e o tipo da água. Há algumas mais “medicinais” do que outras, o cheiro de enxofre indica. A mais divertida é a com correnteza. Karina, uma amiga que já foi, diz que se sentiu num ralo. Saí de lá 30 anos mais jovem.
Adotei o estilo de vida “Cocoon” em Budapeste. Eu e a Cátia, minha companheira de viagem, não podíamos ler a palavra “furdo”que ficávamos enlouquecidas! Furdo significa “banhos termais” (creio eu). Nossos fins de tarde (às vezes nem tão fins assim) eram celebrados com essa experiência revigorante, quiçá rejuvenescedora. Aliás, como havia velhinhos ali! Neste furdo da foto acima, do hotel Gellert, há uma área dividida entre homens e mulheres. Na parte feminina, velhinhas nuas surpreendiam as adolescentes pudicas com seus corpos rígidos (será efeito das águas milagrosas?). Só pelo que ri ali devo ter ganhado alguns anos.
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